quinta-feira, 12 de novembro de 2015

OPINIÕES NO EXPRESSO DE 7 DE NOVEMBRO DE 2015


Vejamos mais uma vez como se dividem as opiniões dos comentadores do Expresso, agora na  edição de 7 de Novembro   (articulistas, colunistas, humoristas ) sobre a eventual formação dum governo de esquerda, e, ao mesmo tempo, comparando com os números anteriores:

Expresso do dia ……………………………  17OUT     24OUT  ….31OUT        7NOV

Contra um governo de esquerda           12              7                  6                 8

Neutrais                                                        3              3                4                 6

A favor dum governo de esquerda           2             3                4                 1

Notas:   i) Nem todos os comentadores que escreveram em 17.10 também escreveram em 24.10, 31.10 ou 7.11

ii ) O Director e o Sub-Director para os assuntos económicos foram neutrais ( como compete, penso eu,  num semanário que se quer democrático e de referência )

iii) O número dos “a favor” diminuiu porque 2 comentadores eventuais  não escreveram e um dos habituais escreveu de forma neutra

A direita, desde os membros do governo demissionário aos feicebuquistas, passando pelos  comentadores e analistas dos meios de comunicação social, anda muito agitada: grita, esbraceja, esperneia – tal como as crianças a quem retiraram o brinquedo predilecto.                                                                             
 A sua grande preocupação, segundo o que dizem mas não sei se segundo o que pensam, é com uma entidade a que chamam “o País” ou “Portugal”. Só falam dos “Portugueses” para louvar os sacrifícios feitos, quando sabemos que os que mais tinham não foram sacrificados e que só os que menos podiam  o foram. Como se Portugal fosse uma entidade abstracta e não uma entidade concreta constituída por pessoas, os Portugueses.

Por isso repito o que disse anteriormente

Porem, os anti-governo-de-esquerda não manifestaram a mínima preocupação com os portugueses pobres ou mais desfavorecidos economicamente ou com a melhoria do estado social. Opções de classe, diria eu, se fosse marxista. Mas como não sou, direi apenas : preocupações de quem tem um grau de instrução acima da média, que tem rendimentos do seu trabalho acima da média e que tem tempo e oportunidade de pensar noutras coisas que não o como arranjar um emprego, o como chegar ao fim do mês com as despesas pagas, o como aguentar os filhos na escola, o como comprar todos os medicamentos necessários, e , infelizmente para muitos, o como arranjar comida para o dia.

12 NOV 2015