Vejamos mais uma vez como se dividem as opiniões dos
comentadores do Expresso, agora na edição
de 7 de Novembro (articulistas,
colunistas, humoristas ) sobre a eventual formação dum governo de esquerda, e,
ao mesmo tempo, comparando com os números anteriores:
Expresso do
dia …………………………… 17OUT 24OUT
….31OUT 7NOV
Contra um governo de
esquerda 12 7 6 8
Neutrais
3 3 4 6
A favor dum governo de esquerda 2 3 4 1
Notas: i) Nem todos
os comentadores que escreveram em 17.10 também escreveram em 24.10, 31.10 ou
7.11
ii ) O Director e o Sub-Director para os assuntos económicos
foram neutrais ( como compete, penso eu,
num semanário que se quer democrático e de referência )
iii) O número dos “a favor” diminuiu porque 2 comentadores
eventuais não escreveram e um dos
habituais escreveu de forma neutra
A direita, desde os membros do governo demissionário aos
feicebuquistas, passando pelos comentadores e analistas dos meios de comunicação
social, anda muito agitada: grita, esbraceja, esperneia – tal como as crianças
a quem retiraram o brinquedo predilecto.
A sua grande
preocupação, segundo o que dizem mas não sei se segundo o que pensam, é com uma
entidade a que chamam “o País” ou “Portugal”. Só falam dos “Portugueses” para louvar
os sacrifícios feitos, quando sabemos que os que mais tinham não foram
sacrificados e que só os que menos podiam o foram. Como se Portugal fosse uma entidade
abstracta e não uma entidade concreta constituída por pessoas, os Portugueses.
Por isso repito o que disse anteriormente
…Porem, os
anti-governo-de-esquerda não manifestaram a mínima preocupação com os
portugueses pobres ou mais desfavorecidos economicamente ou com a melhoria do
estado social. Opções de classe, diria eu, se fosse marxista. Mas como não sou,
direi apenas : preocupações de quem tem um grau de instrução acima da média,
que tem rendimentos do seu trabalho acima da média e que tem tempo e
oportunidade de pensar noutras coisas que não o como arranjar um emprego, o
como chegar ao fim do mês com as despesas pagas, o como aguentar os filhos na
escola, o como comprar todos os medicamentos necessários, e , infelizmente para
muitos, o como arranjar comida para o dia.
12 NOV 2015