segunda-feira, 19 de setembro de 2016

TEM LÁ MANEIRAS, Ó J.V. PEREIRA

TEM LÁ MANEIRAS, Ó J.V. PEREIRA

Na sua coluna do caderno de Economia do semanário Expresso de 17-9-2016, o Sr. J. V, Pereira faz uma comparação entre as previsões do Governo para o valor da dívida pública em 2020 e as da Comissão de Finanças Públicas e dá estas como certas! Face a esta comparação diz-nos o colunista que Portugal vai ter de pagar 33,6 mil milhões de euros.
Dar como certo o que vai acontecer daqui a 4 anos é obra de vidente altamente qualificado ! Em face da sua conclusão, o autor titulou o seu artigo com a expressão     “ Paga lá, ó Costa “, como se o 1º Ministro ( 3ª personalidade na hierarquia do Estado Português ) fosse um compincha de farras. A isto, há que retrucar, com a mesma impudente familiaridade “Tem lá maneiras, ó J.V. Pereira” !

Voltando à coluna em questão, importa corrigir  uma distorção da realidade. No texto,  o Sr. J. V. Pereira considera a devolução do que foi sonegado às famílias, durante o período da troika, como uma “burrice económica” e classifica-a como distribuir “mais rendimentos”. Esta classificação está deliberadamente errada, pois não se trata de distribuir mais rendimentos mas de repor rendimentos que as famílias já auferiam anteriormente. O que veio aliviar muita gente.


18 SET 2016

terça-feira, 6 de setembro de 2016

SALÁRIOS, LUCROS E PRODUTIVIDADE PARA 2017



Lê-se com frequência nos escritos dos comentadores, economistas ou não,  neo-liberais em geral,, que os aumentos salariais devem acompanhar os aumentos de produtividade. O próprio Forum para a Competitividade aconselha o congelamento salarial generalizado para 2017.
E a inflação, embora muito baixa, não conta ? Não ter em conta a inflação traduz-se na redução paulatina dos rendimentos reais ( salários ou pensões ). É mau para quem vive deste tipo de rendimentos, principalmente para os de nível mais baixo. É possível que os salários de alguns comentadores acima referidos também sofram a mesma desvalorização, mas possivelmente o prazer ideológico tirado do facto compensa a perda material…
Todavia, também se pode aconselhar outra solução para o aumento de produtividade, e por arrasto da competitividade, das empresas para 2017 e anos seguintes :                        Não distribuir os lucros pelos sócios e/ou accionistas e usar o dinheiro assim disponível para investir em equipamentos ou sistemas que tornem a empresa mais produtiva!
Todos sabemos, também na generalidade, que a produtividade depende mais da capacidade de gestão e do investimento na melhoria dos processos do que propriamente no esforço dos assalariados.


6 de Setembro de 2016