Ouvi numa das estações de TV um
apontamento dum comício do Sr. Passos Coelho (PPC) em que este se queixava de
que, com um governo como o nosso, ninguém quereria investir em Portugal ( as
palavras ditas não foram estas mas o sentido foi ).
Se as razões em que PPC estava a pensar eram
as de que tínhamos um governo que não estava disposto aceitar que os
trabalhadores de base tivessem salários o mais baixo possível, vivessem na
precaridade e não tivessem direito às suas organizações dentro da empresa,
então é evidente que se referia a investidores sem interesse nenhum.
Este tipo de investidores, melhor dito
de exploradores gananciosos, não é o que interessa a Portugal. O que interessa
são empreendedores que reconheçam que tanto o capital como o trabalho são
essenciais para realizar qualquer coisa de útil através duma empresa; que
aceitem que se os investidores querem maximizar os seus lucros, os
trabalhadores também têm o direito de querer maximizar os seus salários – e que
através da negociação se atingirá um equilíbrio ; que tragam algo novo seja em
conhecimentos técnicos, de gestão, comerciais, ou de marketing; que alarguem as
nossas fronteiras comerciais; que tragam o seu dinheiro ( e não que o vão pedir
aos nossos depauperados bancos ); que tenham disposição para usar os nossos
recursos humanos em inovação e desenvolvimento; que tenham consciência da
função social das empresas.
Já não há disso, dir-me-ão. Há ou haverá
de novo desde que sejam fixadas regras de jogo por um governo coerente
- e que os dirigentes neo-liberais da EU
comecem a arrepiar caminho
Tambem publicado no facebook em 29 de Agosto de 2016
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