quarta-feira, 5 de agosto de 2015

NOS TEMPOS QUE CORREM


 

Nos tempos que correm, e à beira de eleições gerais, não consigo andar despreocupado.

 Preocupa-me a possibilidade de o actual 1ºM voltar a ganhar as eleições, preocupam-me as correntes de opinião sobre as pessoas e o dinheiro que predominam na União Europeia, preocupa-me que o estado social, criado laboriosamente após a 2ª guerra mundial ( e em Portugal depois do 25 de Abril ) esteja em risco soçobrar porque dizem “que não há dinheiro”.

Como já escrevi, considero o estado social, nas suas facetas de educação pública, serviço nacional de saúde, protecção social nas adversidades da vida, reforma na velhice, uma das grandes conquistas da civilização, comparável à abolição da pena de morte, à igualdade perante a lei, à igualdade de géneros, ao direito à presunção de inocência até provas em contrário ( conquista muito superior ao domínio da energia atómica, p.ex. ).

Pensar que este grande passo em frente dos europeus ( e futuramente, assim espero, de todo o mundo ) possa estar em causa com o argumento de “não haver dinheiro” revolta-me profun - damente. Porque na realidade não se trata de “não haver dinheiro”, mas de não querer cobrar impostos adequados a quem pode pagar muito mais do que paga, de não querer taxar devidamente actividades especulativas que não contribuem para nada de útil, de ter medo de taxar devidamente o capital, de aceitar a fuga aos impostos através de off-shores opacos

E isto acontece porque quem governa ou faz leis está muito acima dos problemas de quem vive com o salário mínimo ou mesmo com um salário médio e, ou não os conhece (os problemas) , ou já se esqueceu de como eram, ou olha para o lado para não ver, ou, na pior das hipóteses, quer favorecer deliberadamente quem já tem muito (dinheiro).

É por isso que eu, na medida das minhas possibilidades vou lutar para que a coligação de direita saia derrotada a 4 de outubro.

Que posso fazer? Pouco, pois sou um cidadão anónimo, sem acesso aos meios de comunicação social. Mas posso tomar conhecimento dos programas eleitorais, para poder argumentar com  amigos e conhecidos, para escrever no meu blog, usar o face-book

 
3 AGO 2015

 

 

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