No seu
artigo de 22 de Agosto de 21015 no Expresso Económico, o jornalista e Director-Adjunto Sr. Nicolau Santos faz
referência a numerosos e recentes investimentos estrangeiros na área das PME,
afirmando que, neste aspecto, as coisas estavam a mudar.
Após ler o
artigo, senti um misto de satisfação, de inquietação e de perplexidade
De
satisfação por verificar que existem pessoas ( individuais ou colectivas ) que,
ao criarem empresas em Portugal, diminuem o desemprego e assim podem retirar de
dificuldades, ou mesmo do desespero, numerosos portugueses.
De
inquietação porque, a menos que as respectivas produções se destinem à
exportação ou a substituir importações, o saldo final no que respeita às
entradas e saídas de dinheiro acaba por ser negativo para o país, pois os
lucros e a amortização do investimento
serão certamente exportados – e Portugal vai empobrecer.
De
perplexidade, por não perceber porque razão, sendo os investimentos sedutores,
não são feitos por capitalistas indígenas aproveitando oportunidades de fazerem
bem a si próprios e ao próximo. Mais valeria isso do que ter os capitais a
vagabundear por fundos de investimento mais ou menos inseguros – isto penso eu,
que felizmente não sou economista nem jogador, mas também não tenho raiva a
quem o seja .
Também
poderão desvalorizar as minhas objecções, dizendo : i) vivemos numa economia
alegadamente global e se existem investimentos portugueses no estrangeiro a
repatriar lucros, temos aceitar o
inverso; ou ii) mesmo que os lucros dos investi- mentos estrangeiros sejam
exportados, mais vale isso do que o estado compensar os desempregados com prestações
sociais, que saem do erário público.
Ao argumento
i) responderei que o ideal seria que o repatriamento fosse equivalente ao
expatriamento de lucros – mas, infelizmente, estou convencido que Portugal fica
a perder.
Ao argumento
ii) direi que, do ponto de vista da auto-estima das pessoas, assim é, mas do
ponto de vista do equilíbrio das contas públicas, os economistas talvez achem que
mais vale pagar subsídios sociais pois o dinheiro continua a circular no país,
não sendo portanto exportado.
CONCLUSÃO
DESGOSTOSA : Parece que os estrangeiros acreditam mais na nossa economia que os
portugueses.
F. Fonseca
Santos
29 AGO 2015
Sem comentários:
Enviar um comentário