terça-feira, 20 de outubro de 2015

UMA QUESTÃO DE ÉTICA

UMA QUESTÃO DE ÉTICA

A crer nas sondagens eleitorais, os portugueses correm o grave risco de verem uma coligação dita PaF obter o melhor resultado das eleições de 4 de Outubro de 2015 e o Partido Socialista ficar atrás daquela.
Se esta hipótese prevalecer, eu a quem já nada deveria admirar dados os meus 78 anos de vida, acharei espantoso e preocupante que tal aconteça, pois representará um tremendo atentado à ética da governação
De facto os chefes da PaF, o Sr. Passos Coelho pelo PSD e o Sr. Paulo Portas pelo CDS, na campanha eleitoral de 2011 enganaram os cidadãos com promessas que não cumpriram. E durante a legislatura foram sempre dizendo mentiras q.b. para enganar as pessoas. Todos nós conhecemos os exemplos destas atitudes e não vale a pena repeti-los. São pois politicamente mentirosos.
Por outro lado, o Sr. António Costa tem uma vida de servidor público em cargos de grande responsabilidade à qual ninguém pode apontar casos de mentiras políticas nem de promessas que não tivessem sido cumpridas. Nem sequer de suspeitas de conduta menos própria em  casos que envolvam dinheiros públicos, E o programa eleitoral defendido pelo Sr. António Costa é consentâneo com a nossa integração europeia e tem medidas para aliviar mais rapidamente os portugueses da miséria e do garrote da austeridade.
Perante estes factos, não vou fazer mais considerações políticas ( muitos portugueses já tiraram as suas conclusões ) mas fazer uma pergunta aos apoiantes do PaF :
Se alguma vez os vossos filhos ou netos vos fizerem a pergunta “ que me recomendas para ter sucesso na minha profissão ou singrar na minha actividade ? “ a vossa resposta será “ façam o que for necessário, mintam, façam promessas que não vão cumprir, não honrem a palavra dada” ?

Post-Scriptum
Cerca de 32% dos portugueses, melhor dito cerca de 14,4% dos portugueses uma vez que a abstenção andou à volta dos 45% dos eleitores, votou na PaF. Ou seja mais de 1,3 milhões de eleitores ou não quiseram saber de ética na política ou não ouviram o que os chefes da PaF disseram em 2011 e durante a legislatura, ou acham que os fins justificam os meios!


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